14 de janeiro de 2011

FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER

A doença de Alzheimer, foi descrita pela primeira vez em 1907, pelo neurologista, Alois Alzheimer. 

Esta doença pode ser entendida como uma afecção neurodegenerativa progressiva e irreversível de aparecimento insidioso, caracterizada por perda progressiva da memória e de outras funções cognitivas que prejudicam o paciente em suas atividades de vida diária e em seu desempenho social e ocupacional.

O sintoma mais característico e típico encontrado, nesta demência é a dificuldade de memória. Este tipo de demência é mais observado em pessoas com idade superior ou igual há 60 anos, podendo atingir tanto homens quanto mulheres.

Está doença apresenta três fases distintas:

-Fase Inicial: A pessoa está consciente, percebe que algo está errado; existe a perda da memória recente, dificuldade para aprender e guardar novas informações.
-Fase Intermediária: O paciente é incapaz de aprender e de guardar novas informações; tem dificuldade para reconhecer familiares e amigos;requer assistência para as atividades de vida diária; precisa-se de supervisão em tempo integral.
-Fase Final: O paciente é totalmente incapaz de andar, totalmente dependente, incontinente, comunica-se por gritos ou grunhidos. Risco aumentado pela imobilidade, pode apresentar pneumonia, desnutrição e úlcera por pressão, advindo ao óbito.

A fisioterapia tem um papel muito importante na reabilitação do paciente com DA.
O fisioterapeuta pode contribuir muito na melhora da qualidade de vida do paciente e seus familiares.
As técnicas de fisioterapia serão as mesmas que são usadas nas pessoas da terceira idade que não apresentam demência, mas a maneira de aplicá-las exige uma habilidade especial.
Em cada sessão os movimentos precisam ser equilibrados com períodos adequados de repouso para assegurar que o paciente não atinga o ponto de fadiga e exaustão. A sessão tem duração de 30 a 40 minutos.
São aplicadas atividades em que se estimulem o raciocínio do paciente, como atividades de escrever, decorar palavras, nomear objetos, que levam a um estímulo da memória. Essas atividades são intercaladas com a fisioterapia motora.
Com tudo isso a principal atividade a ser tomada é a companhia que este paciente precisa, nunca deixá-lo no abandono, por isso a conversa com os familiares é muito importante, para que assim o paciente possa conviver normalmente num meio familiar, com muita paciência, respeito, amor e carinho para com ele.

Assim o papel da fisioterapia é buscar melhoria na qualidade de vida do paciente, sendo que o paciente com Alzheimer necessita de uma reabilitação multidisciplinar, onde a fisioterapia tem um papel fundamental tanto na reabilitação motora quanto no retorno as relações interpessoais e na obtenção da independência por parte do paciente.