18 de outubro de 2011

ENFRENTANDO O BURNOUT DE CUIDADORES DE IDOSOS: UMA ESTRATÉGIA PARA A PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA



Uma das tarefas mais exigentes da contemporaneidade refere-se aos cuidados de idosos, o segmento populacional que mais cresce atualmente. Demanda tempo, energia, capacitação e afetividade para executar uma tarefa complexa.
Porém, uma das grandes consequências do cuidado excessivo com o idoso é o estresse crônico ou burnout,que traz como consequência a fadiga, cansaço, irritabilidade, palpitação, ansiedade e desinvestimento emocional e afetivo na tarefa de cuidar.Este termo de origem inglesa poderia ser traduzido por " queimar fora " , relacionado à exaustão e sobrecarga decorrente do trabalho.
Os efeitos do estresse crônico variam de indivíduo para indivíduo dependendo do sexo, idade, história familiar, status econômico e predisposição genética.
O estresse do cuidador é um dos fatores de risco para violência em idosos mais estudados  atualmente.Reconhecer alguns sinais que podem estar associados ao burnout é o primeiro passo para tomar providências para preveni-lo, evitando, assim, possível negligência e maus-tratos aos idosos dependentes de cuidados.
Alguns sintomas psicológicos e fisiológicos do burnout : dor de cabeça e tensão muscular; depressão; apatia; tédio; declínio no desempenho do trabalho; hipertensão; insônia; irritabilidade; aumento da ansiedade; aumento no hábito de beber e fumar; desligamento; aumento no consumo alimentar; tensão familiar e com amigos.
Uma das forma de prevenir o burnout é a divisão de tarefas do cuidador, estimulando a autonomia dos idosos, evitando o máximo possível a dependência excessiva do cuidador, exceto naquelas atividades em que o idoso não tenha condições de realizar por si só.
Enfatizar a importância do suporte social. Participação em grupos de apoio, o cuidador também pode utilizar outras alternativas existentes para lidar com o burnout como: alongamento muscular, massagem, o relaxamento, a meditação, a musicoterapia, os exercícios físicos e, principalmente, mudanças cognitivas e comportamentais na forma como encarar a tarefa de cuidar.
Para enfrentar o crescimento da população idosa, um dos grandes desafios é a manutenção da capacidade funcional e independência dos idosos.
Reforçando a ideia de que os cuidadores devem ter o apoio necessário para exercer sua tarefa de forma adequada.