26 de julho de 2012

ENTENDENDO A DOENÇA DE ALZHEIMER.






Um grande número de pessoas idosas apresenta problemas de memória, sendo muitos desses casos decorrentes da doença de Alzheimer.
A doença de Alzheimer, que com frequência é popularmente chamada de "caduquice" ou "esclerose", é uma doença degenerativa e progressiva do cérebro relacionada à idade, com início mais frequente após os 65 anos.
A doença de Alzheimer afeta mais de 10 milhões de pessoas no mundo e:
  • Provoca perda progressiva das habilidades de raciocinar e memorizar;
  • Afeta as áreas da linguagem;
  • Produz alterações no comportamento;
  • Afeta a capacidade da pessoa de cuidar de si mesma, produzindo grande dependência de parentes e-ou enfermeiros na fase final da doença.
  1. O QUE É DEMÊNCIA ?
         A demência não está relacionada diretamente ao envelhecimento normal. O processo de envelhecimento é acompanhado normalmente por uma diminuição da memória e, eventualmente, uma queda no desempenho intelectual.
        Entretanto, esse processo é leve, não piora com o tempo e não interfere com as atividades normais do dia-a-dia.
        A demência, por outro lado, é uma doença. Seu primeiro sintoma é, habitualmente, a dificuldade para se recordar de fatos ocorridos recentemente ou de nomes, principalmente se aprendidos há pouco tempo. Com a evolução da doença, os problemas de memória vão se agravando e, progressivamente vai se instalando um quadro demencial onde encontramos uma ruptura com a realidade, ocorrendo desorientação, confusão e grave distúrbio de memória. A pessoa começa a perder a capacidade de interpretar aquilo que sente, ouve ou vê. Em breve poderá encontrar dificuldades na realização da atividades cotidianas básicas, como a de alimentar-se, vestir-se, tomar banho e arrumar-se. A pessoa passa a ter dificuldade para escolher uma roupa apropriada, usar telefone, dirigir automóvel, etc. Em geral, a fala e a escrita ficam comprometidas. Pode-se ter dificuldades para "segurar" a urina ou as fezes. Existem vários tipos e causas de demência sendo a doença de Alzheimer a forma mais comum de demência.

   2- CAUSAS E FATORES DE RISCO DA DOENÇA DE ALZHEIMER.
  
        As causas da doença de Alzheimer ainda não são completamente conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem em funções tais como memória, raciocínio, lógica, abstração e orientação.
       Os dois fatores de risco mais relevantes para a DA são a idade avançada e o histórico familiar da doença, o que sugere uma causa genética. Sexo feminino parece também ser um fator de risco independente da maior longevidade das mulheres.
      Entre outros fatores de risco, além dos mencionados acima, podemos destacar:
  • Lesões cerebrais
  • Síndrome de Down
  • Baixo nível de escolaridade
  • Doenças cardiovasculares (ex: hipertensão arterial).

   3- SINTOMAS DA DOENÇA DE ALZHEIMER.

       Os sintomas da doença de Alzheimer variam de paciente a paciente e conforme o estágio de evolução da doença e podem ser leves, moderados ou graves.
       As seguintes queixas, entre outras, são comumente relatadas por familiares-cuidadores ou pacientes portadores da DA.
             
                       "Eu vivo me esquecendo..."

                        "Não me lembro onde deixei..."

                       "Doutor, facilmente esqueço dos números de telefone e de pagar as contas."

                       "Doutor, meu pai se perdeu..."


    4- A DOENÇA DE ALZHEIMER E O ENVELHECIMENTO NORMAL.

        Uma das dificuldades de realizar o diagnóstico da doença de Alzheimer é a aceitação da demência, pela sociedade, como consequência normal do envelhecimento. Deste modo, é comum pacientes serem levados para avaliação médica somente quando já se encontram em estágios mais avançados da doença e, portanto, com menores chances de obter melhores resultados do tratamento.
        A demência não faz parte do envelhecimento normal sendo, SEMPRE, uma doença. Por isso, a partir do momento em que problemas de memória começarem a interferir no seu dia a dia procure um médico.

    5- TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER.

         Atualmente não existe cura conhecida para a doença de Alzheimer, por isso o principal objetivo do tratamento farmacológico é controlar os sintomas e minimizar a progressão da doença. Os medicamentos existentes para o tratamento específico da doença de Alzheimer podem prevenir ou retardar o aparecimento de complicações comportamentais, agitação, distúrbios do sono e delírios, proporcionando uma melhor qualidade de vida para os pacientes e seus familiares. Vale notar que esses medicamentos somente poderão ser utilizados or indicação médica.


   Finalmente, envelhecer com saúde, inclusive com saúde mental, mantendo a memória preservada, não é algo impossível. Para tanto, deve-se cuidar bem da saúde, através de uma alimentação saudável, realização de exercícios físicos regulares e mantendo-se intelectualmente ativo. Tenha sempre em mente o velho adágio Mens Sana in Corpore Sono(mente sadia em um corpo sadio). Se, porém, sintomas sugestivos de doença de Alzheimer surgirem, procure um médico. Hoje há tratamento para a doença de Alzheimer.
  


FONTE: NOVARTIS.