5 de março de 2012

FRAGILIDADE NO IDOSO.



O estudo da fragilidade ten ganhado nos últimos anos uma crescente notoriedade por parte dos especialistas em envelhecimento.
A fragilidade não possui uma definição consensual, mas é uma síndrome multidimensional que envolve uma interação complexa dos fatores biológicos, psicológicos e sociais no curso de vida individual, que culmina com um estado de maior vulnerabilidade, associado ao maior risco de ocorrência de desfechos clínicos adversos-declínio funcional, quedas, hospitalização, institucionalização e morte.
Pode ser definida como uma perda da massa muscular esquelética que ocorre devido ao envelhecimento, tendo como consequência a redução da força física e a incapacidade para executar as atividades de vida diária (tomar banho, vestir-se, uso do sanitário, transferir-se, alimentar-se e perda do controle dos esfíncteres).
Os marcadores de fragilidade incluem declínios associados ao envelhecimento na massa corporal magra, força, resistência, equilíbrio, capacidade de marcha e pouca atividade.A idade avançada, sexo masculino, baixa renda salarial anual, baixo peso, perda da atividade física regular, tabagismo, pressão alta, glicose aumentada, diminuição da albumina, perda da funçaõ renal, aterosclerose das coronárias, anormalidades no eletrocardiograma, redução da atividade cognitiva, insuficiência cardíaca e dificuldade para executar as atividades de vida diária também são marcadores da fragilidade e estão associados à maior taxa de mortalidade.
A fragilidade no idoso está associada a inúmeras repercussões negativas na saúde dessa população.Uma das características mais frequentes associadas à fragilidade é a inatividade física.
O tratamento da fragilidade é realizado através da dieta rica em proteínas e dos exercícios físicos.A realização de exercícios físicos passa a ser uma terapia equivalente ao uso de um medicamento.São várias as pesquisas que demonstram a importância da realização de exercícios físicos no tratamento da fragilidade, isso prova que a adoção e a manutenção de um comportamento fisicamente ativo é um importante instrumento terapêutico a ser utilizado contra essa doença que acomete o indivíduo idoso.Entre os benefícios proporcionados pela prática de atividade física, podemos citar: melhora do nível funcional, melhora para ajudar a executar algumas atividades de vida diária, diminuição do risco de quedas, melhora da função cognitiva e socialização.O exercício desempenha um papel tão protetor (prevenção do surgimento) quanto reabilitador (diminuição do grau de agravação).
A caminhada, 3 a 5 vezes por semana, durante 30 minutos, pode não ser o suficiente para prevenir e tratar a síndrome da fragilidade.
Exercícios de força e resistência em um delimitado período de tempo podem produzir aumento de massa muscular.Exercícios de resistência são bem-tolerados pelos idosos e previnem quedas e perda da mobilidade.
O tempo e o equipamento necessários para um programa de exercícios de resistência são modestos, com sessões de 30 minutos 2 vezes na semana, usando equipamentos domésticos, pesos, fitas elásticas.
O treinamento do exercício resistido tem sido cada vez mais indicado para idosos como uma maneira eficaz e segura de melhorar a força muscular e a capacidade funcional.
Para isso, um treinamento físico deverá ser adaptado a cada idoso e ao seu grau de fragilidade, modificando-se de acordo com a evolução do seu praticante.
A fragilidade é uma síndrome complexa que necessita ser tratada por uma equipe multidisciplinar para que se evitem hospitalizações, institucionalizações e mortes.

A realização dos exercícios físicos tem um importante papel no seu tratamento, auxiliando tanto no alívio dos sintomas quanto na promoção da independência e qualidade de vida.